Sociopata

A dualidade sempre foi parte de mim, desde o berço, do signo e da história. Minha frenesia e um olhar para um estranho no espelho me fez compor com brutalidade estas linhas

Hoje não fui capaz de me reconhecer
Me tornei no espelho um estranho
Tentei tirar a barba pra me convencer
E até mesmo me mutilei no banho

Insônia destrói meus neurônios
Um belo corpo-templo estreito
morada de tantos demônios
– Brigamos pelo controle do sujeito

Em meu sangue me lavo
Barba mal feita, ritual de instinto
– De nossas mentiras és escravo
Onde fica a saída deste labirinto?

– Nós sentimos muito pouco
Há um pouco de dor no amor
Não quer dizer que eu seja louco
– Gostamos de trocar seu humor

Quero apenas me lavar de mim
Viver só uma das vidas que construí
Equilíbrio entre anjo caído e serafim
– Não queremos sair daqui!

Não tenho muitas lágrimas
Venho chorar aqui nesta poesia
Termino meu banho com rimas
Sem saber o que fazer com esta ironia

Poemas em português Poemas insanos

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