O último pôr do sol

A brevidade do ser. Um pouco do que os olhos veem fica como um rascunho pálido na memória. Mas o que acontece com o resto dos nossos dias, ou com a ideia de que somos meros mortais e orgânicos?

Caminhando a beira praia
o mar, teimoso, varria meus passos
lancei-lhe antigas ideias
de que possuía quaisquer amores,
meu saber, os êxtases
com os crepúsculos

Mas nada tenho, nem meus
passos aqui permanecem
até a água que seguro nas mãos
dança por entre meus dedos antes
de me abandonar!

e daqui a mil anos não mais serei
nem o eu, nem o meu,
nem a praia, nem o mar.

Poemas em português Poemas meio tristes

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